Em um momento delicado da educação no Brasil, em que professores de diversas regiões unem forças em uma paralisação nacional por melhores condições de trabalho e valorização da categoria, a Fundação Educacional Pedro Calmon se destacou como o único colégio municipal a aderir ao movimento em nossa cidade. A atitude corajosa da instituição demonstra liderança e compromisso com a luta histórica dos profissionais da educação.
Diferente de outras unidades escolares, a gestão da Fundação Pedro Calmon não se acovardou diante do autoritarismo da APLB, sindicato que surpreendentemente se posicionou contra a paralisação — movimento que sempre integrou e apoiou em anos anteriores. A grande pergunta que paira no ar é: será coincidência o fato de o atual secretário de Educação do município ser o ex-presidente da APLB?
Professores de diferentes escolas têm relatado indignação e revolta com a postura da entidade sindical, que em vez de defender a autonomia dos trabalhadores, teria pressionado para que não houvesse adesão ao ato nacional, segundo rumores que circulam nos bastidores da rede municipal. Há, inclusive, relatos preocupantes de que coações e intimidações foram utilizadas para desmobilizar os profissionais da educação.
Enquanto isso, a Fundação Educacional Pedro Calmon segue dando exemplo: seus profissionais reafirmaram o compromisso com os alunos e já anunciaram que o dia de paralisação será reposto com aulas extras, para que nenhum estudante seja prejudicado e nenhum educador sofra perdas.
Fica aqui registrada a nossa indignação diante da atitude perversa e autoritária de um sindicato que, ao que tudo indica, deixou de lado os interesses da categoria que representa para atender a interesses de terceiros. A educação merece respeito, e os educadores, autonomia. Que mais escolas possam se inspirar na coragem e no senso de justiça da Fundação Pedro Calmon.
